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WEBSÉRIE PARQUES DE BH

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Piloto da websérie “Parques de BH” estreia em 30 de janeiro e traz histórias, hábitos e personagens do Parque Municipal Jacques Cousteau

Os parques urbanos são expressões do direito à cidade e às práticas de lazer e turismo. E, mais que isso, representam indicador de saúde ambiental e repercutem na qualidade de vida e na ocupação democrática e acessível do espaço público pela população. Belo Horizonte, outrora conhecida como Cidade Jardim, possui 38 milhões de m2 de áreas verdes, sendo 14 milhões formados por espaços públicos municipais – 75 parques, mais de 750 praças e jardins e cerca de 210 espaços livres de uso público. Diante desse relevante cenário, a produtora Coreto Cultural realiza o projeto “Parques de BH”, viabilizado com recursos do edital Quatro Estações da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte – Belotur. A ideia consiste numa websérie para divulgar a beleza dos parques e ampliar o potencial turístico da capital mineira, com a divulgação da sua vocação para a natureza e o bem estar. A estreia acontece no dia 30 de janeiro, tendo como cenário o Parque Municipal Jacques Cousteau, localizado no bairro Betânia. Com roteiro e direção de Lilian Nunes e Chico de Paula, que também assina fotografia e montagem, o público vai conhecer histórias, hábitos e personagens desse importante espaço público da cidade. A trilha sonora original, realizada ao vivo durante as gravações, é do músico Marcelo Dai.

Chico de Paula conta como foi desnudar o espaço através da lente de sua câmera. “Descobrir o parque através das pessoas que o frequentam, das histórias e afetos ali contidos, revela uma personalidade que é daquela natureza – completamente integrada com as pessoas que ali convivem. É tudo só um elemento: as pessoas, os bichos, as árvores, o vento… O Jacques Cousteau tem uma personalidade admirável, delicada e ímpar”, afirma Chico.

A bióloga e gerente de Parques do Barreiro e Oeste da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, Edanise Reis, passou quase toda a sua vida profissional no Jacques Cousteau. Esse privilégio fez com que colecionasse histórias que encantam e emocionam. São jacarandás, paus-brasil, ipês e tantas outras espécies que ela ajudou a plantar e hoje contempla sob copas monumentais. Histórias de filhotes resgatados, cujos pais confiam em alimentar a prole diariamente nas mãos da gestora. Pessoas que visitam o parque pela primeira vez e comumente escolhem colaborar ao retornar. Crianças que crescem orgulhosas por terem uma árvore para visitar e cuidar por toda a vida. “São lições eternas: plantios de afeto, colheitas de respeito”, orgulha-se a gerente do Parque.

Marcelo Dai, cantor e multi-instrumentista, foi convidado a criar a trilha original opara traduzir o Jacques Cousteau através de suas próprias sonoridades: melodias, ruídos, cantos e batidas descobertos e registrados em cantos e recantos do parque. Para ele, a música e a natureza se entrelaçam. “Criar usando elementos da terra, da água e do ar possibilita uma conexão livre e repleta de leveza. Nos inspira a buscar sons genuínos, a voltar no tempo e, até mesmo, a mudar a perspectiva dele”, diz o compositor da trilha sonora da websérie.

Lilian Nunes, uma das idealizadoras da websérie e sócia da Coreto Cultural, ressalta a felicidade de estrear o projeto num espaço como o Jacques Cousteau. “Notamos que uma parcela muito pequena dos 75 parques da capital são conhecidos pela população. Nossa meta é viabilizar o registro e a divulgação de grande parte desses espaços, o que demanda ainda muito esforço de aprovação e captação. Mas concretizar o piloto num parque tão acolhedor e bem cuidado, tesouro entre muitos que transformam a vida das pessoas e da cidade, é um estímulo imenso para darmos continuidade ao projeto. Não só os moradores, mas todos que visitam Belo Horizonte precisam descobrir quão surpreendentes são os Parques de BH!”.

Sérgio Augusto Domingues, presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica destaca que os parques da capital mineira são berço de diversas espécies nativas de fauna e flora, inclusive ameaçadas de extinção, e que as equipes técnicas da Fundação vêm atuando continuamente em ações e iniciativas que promovam um maior uso público desses espaços pela população, de forma responsável e sustentável. Nesse sentido, todas as iniciativas que possam contribuir para ampliar a visibilidade sobre a riqueza e diversidade dos parques de BH reforçam o desejo da Fundação de estimular o sentimento de pertencimento e vínculo afetivo com esses locais, contribuindo para o turismo sustentável e para a construção de uma cultura de preservação ambiental e reconhecimento do rico patrimônio ecológico da nossa cidade.

 

PARQUE JACQUES COUSTEAU

O Parque Jacques Cousteau surgiu de uma gleba de terreno de 468.500m2 que, por 20 anos, foi um dos maiores lixões de Belo Horizonte. Em 1971, transformou-se no Parque Vila Betânia e, em 1976, quando já era conhecido como Horto Municipal, foi transformado em Reserva Biológica e principal viveiro de produção de mudas da capital mineira. O Jacques Cousteau abasteceu ruas, praças e parques de Belo Horizonte com espécies arbóreas e ornamentais. Fundado em 1991, o Jardim Botânico da cidade funcionou por 9 anos dentro do Parque Jacques Cousteau, até a construção de sua sede própria, na região da Pampulha. Em 2001, o Jardim Botânico foi transferido para sua localização atual, dentro da área onde funciona também o Jardim Zoológico, onde está concentrada a produção de espécies de grande porte para atender às necessidades de BH. Hoje, com 335 mil metros quadrados, o Parque Jacques Cousteau conta com mais de 70 espécies arbustivas e ornamentais, além de ricos compostos orgânicos que contribuem tanto para a beleza do paisagismo quanto para a saúde dos pulmões da nossa eterna cidade jardim.

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