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“A última sessão de Freud” abre programação presencial do palco Instituto Unimed-BH

    Foto: João Caldas

    Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa e C.S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus. Freud quer entender porque um ex-ateu, um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa” – tornando-se um cristão convicto. Essa é a tônica de “A Última Sessão de Freud”, espetáculo baseado no livro “Deus em Questão”, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr. – professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School.

    Com direção de Elias Andreato e Odilon Wagner (Sigmund Freud) e Claudio Fontana (C.S.Lewis) no elenco, o espetáculo fez estreia nacional em São Paulo, no Teatro Itaú Cultural, e agora saí para turnê em diversas cidades do país. Em Belo Horizonte, fará duas apresentações: dias 01 e 02 de abril (sexta e sábado, às 21h), no Grande Teatro do Sesc Palladium.

    A história se passa no consultório de Freud, na Inglaterra, quando estava exilado depois de ter fugido da perseguição nazista na Austria, em plena segunda guerra mundial, no ano de 1939. O cenário, assinado por Fábio Namatame, reproduz com detalhes o gabinete do psicanalista, pano de fundo para o encontro entre os dois pensadores, que influenciaram o pensamento científico filosófico da sociedade do século XX. Freud e Lewis conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão, e as ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.

    Em uma entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta: “A peça mostra um embate de ideias. Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse em um debate. Por isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre Freud e Lewis no dia em que a Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial. Então, são dois homens no limite, sabendo que Hitler poderia bombardear Londres a qualquer minuto.”

    O diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valoriza a palavra, construindo as cenas de modo que o texto seja o protagonista e as ideias estejam à frente de qualquer linguagem.” O Teatro é uma forma de arte onde os atores apresentam uma determinada história que desperta na plateia sentimentos variados. É isso o que me interessa: despertar sentimentos e acreditar na força de se contar uma história. É muito prazeroso brincar de ser outro e viver a vida dessa pessoa em um cenário realista, com figurino de época, jogando com ficção e  realidade. Isso é a realização para qualquer artista de teatro. E é assim que defino essa experiência de me debruçar sobre a obra teatral de Mark St. Germain: A Última Sessão de Freud. Depois de 25 anos de sessões de psicanálise, talvez seja necessário me deixar conduzir cada vez mais pela paixão que tenho por meu ofício: o Teatro. A minha profissão de fé. E crer: a arte sempre nos salva de todos os perigos“, comenta o diretor.

    Para Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud é fascinante: “Para um ator ter a oportunidade de representar um personagem tão intenso e profundo, que fez parte de nossa história recente, é um privilégio. A construção desse personagem me fez vibrar desde a primeira leitura, foram meses estudando sua vida e personalidade, para tentar trazer um recorte mais fiel possível do último ano de vida desse grande gênio do século XX.”

    O espetáculo, que abre a programação do Palco Instituto Unimed-BH 2022, é apresentado pelo Ministério do Turismo e o Instituto Unimed-BH, por meio do patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores, com produção executiva da Pólobh, patrocínio da New Holland Construction, apoio cultural do Sesc em Minas, apoio da Ferguminas e MML, Hypofarma e Multilift, promoção exclusiva Alvorada FM, parceria de mídia com o Jornal O Tempo e Rádio Super Notícia, Fredizak e Soubh.

    Ficha Técnica:

    Texto: Mark St. Germain | Tradução: Clarisse Abujamra | Direção: Elias Andreato | Assistente de Direção: Raphael Gama | Elenco: Odilon Wagner – Sigmund Freud e  Claudio Fontana – C.S.Lewis | Cenário e figurino: Fábio Namatame | Assistente de cenografia: Fernando Passetti | Desenho de Luz: Gabriel Paiva e André Prado | Trilha Sonora: Raphael Gama | Arte Gráfica: Rodolfo Juliani | Fotografia: João Caldas | Iluminador: Cauê Gouveia | Sonoplasta: André Omote  | Coordenador Geral de Produção: Ronaldo Diaféria | Direção de produção: Claudia Miranda | Assistente de produção: Marcos Rinaldi |Diretor de palco: Tadeu Tosta | Contra-Regra: Vinicius Henrique | Assessoria de imprensa: Pombo Correio | Produtores Associados:  Diaféria Produções e Itaporã Comunicação

    Duração: 80 minutos

    Classificação: 14 anos

    SERVIÇO

    PÓLOBH – TEMPORADA DE ESPETÁCULOS 2022

    Espetáculo “A Última Sessão de Freud”

    Dias 01 e 02 de abril (sexta e sábado, às 21h)

    Grande Teatro do Sesc Palladium

    Ingressos: pelo Sympla 

    Preços dos Ingressos

    Inteira

    Meia-entrada

    Plateia I

    R$ 75,00

    R$ 37,50

     

    “PALCO INSTITUTO UNIMED-BH”

    Depois de 02 anos promovendo uma intensa programação de espetáculos teatrais online, o projeto Palco Instituto Unimed-BH retorna ao formato presencial e aos palcos de Belo Horizonte. Nesta edição, um painel bem diversificado do que está sendo produzido pelas artes cênicas no Brasil no pós pandemia. O projeto é uma iniciativa da Pólobh, produtora sediada em Belo Horizonte, MG, tem patrocínio do Instituto Unimed-BH, viabilizado por mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

     

    Sobre o Instituto Unimed-BH 

    Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando a formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, ampliar o acesso à cultura, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$140 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 7 mil postos de trabalho foram gerados e 3,9 milhões pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

     

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